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sexta-feira, 11 de março de 2011

Série Suástica #4 - Religião e Mitologia

Desculpem, leitores, a falta de postagens esses três dias, carnaval, sabem como é...

SOCIEDADE TEOSÓFICA

Baseada nos ensinamentos de Helena Petrovna Blavatski e seguidores como o Rev. Charles Webster Leadbeater, no corpo doutrinário denominado Teosofia, a Sociedade Teosófica, fundada na segunda metade do Século XIX, trazia a suástica no topo do seu emblema, marcando desta forma sua influência no hinduísmo e outras ideias orientais.
O mais curioso deste selo (criado em 1875), é que a suástica encontra-se acima da Estrela de Davi, símbolo associado ao judaísmo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Emblema_Teos%C3%B3fico_XIX.jpg
Brasão da Sociedade Teosófica
Note, em cima, a suástica, numa posição parecida com a do nazismo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Série Suástica #3 - Histórico

Ficheiro:Owlvasetroy.png
Dois vasos de óleo - desenho de Schileman em
"llios"
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Owlvasetroy.png
As primeiras formas similares à suástica estão conservadas em vasos cerâmicos datados de cerca de 4000 a.C., em antigas inscrições europeias (escrita "vinca"), e como parte da escrita encontrada na região do Indo, de cerca de 3000 a.C., a qual as religiões posteriores (hinduísmo, budismo) passaram a usar como um de seus símbolos. Vasos encontrados em Sintashta, datados de cerca de 2000 a.C. também foram decorados com o símbolo suástico (veja aqui). Símbolos semelhantes foram encontrados em objetos remanescentes das Idades do Bronze e do Ferro no norte do Cáucaso e no Azerbaijão, oriundos das culturas dos cítios e sarmácios (vide:[1]). Em todas as demais culturas, com a exceção daquelas do sul asiático, a suástica não parece apresentar alguma significação relevante, mas surge como uma forma em meio a uma série de símbolos similares em complexas variações.
Na Antigüidade, a suástica foi usada largamente pelos indo-arianos, hititas, celtas e gregos, dentre outros. Em especial, a suástica era um símbolo sacro do hinduísmo, budismo e jainismo. Ela ocorre em outras culturas asiáticas, europeias, africanas e indígenas americanas - na maioria das vezes como elemento decorativo, eventualmente como símbolo religioso.
Bárbara G. Walker, autora da obra The Woman's Dictionary of Symbols and Sacred Objects, defende que a cruz suástica representaria os 4 ventos. Com relação à forma em que esta surge como uma armação de 4 letras gama ( Γ ), Walker diz que são um emblema de uma antiga deusa e provavelmente representa "os solstícios e equinócios, ou as quatro direções, quatro elementos, e os quatro deuses guardiães do mundo."
Uma outra explicação foi proposta pelo astrônomo Carl Sagan no seu livro “Cometa”. Sagan reproduz um antigo manuscrito chinês que exibe algumas variedades de cometas: a maioria são variações de cometas com caudas simples, mas as últimas representações apresentam o núcleo dos cometas com quatro braços curvados, lembrando a suástica. Sagan sugere que na antigüidade um cometa possa haver se aproximado bastante da Terra de forma que os jatos de gases que fluem dele, vergados pela rotação do cometa, tornaram-se visíveis – o que justificaria a representação da suástica como símbolo mundialmente existente.
 Parte do "Atlas dos cometas da dinastia Han
(note a suástica, à esquerda)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Hansilk2.png

sábado, 5 de março de 2011

Série Suástica #2 - Difusão do símbolo

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Niagara_lodge_2_analogue_graphic_3.jpg
Um tipo de veneração à suástica



A imagem da cruz suástica é um dos amuletos mais antigos e universais, sendo utilizada desde o Período Neolítico. Foi também adotada por nativos americanos, em diversas culturas, sem qualquer interferência umas com as outras. A Cruz Suástica também é utilizada em diversas cerimônias civis e religiosas da Índia: muitos templos indianos, casamentos, festivais e celebrações são decorados com suásticas. O símbolo foi introduzido no Sudeste Asiático por reis hindus, e remanescentes desse período subsistem de forma integral no Hinduísmo balinês até os dias atuais, além de ser um símbolo bastante comum na Indonésia.
O símbolo tem uma história bastante antiga na Europa, aparecendo em artefatos de culturas europeias pré-cristãs. No começo do século XX era largamente utilizado em muitas partes do mundo, considerado como amuleto de sorte e sucesso. Entre os nórdicos, a suástica está associada a uma Runa, Gibur, ou Gebo. 
Desde que foi adotado como logomarca do Partido Nazista de Adolf Hitler a suástica passou a ser associada ao fascismo, ao racismo, à supremacia branca, à II Guerra Mundial e ao Holocausto na maior parte do Ocidente. Antes ela havia reaparecido num reconhecido trabalho arqueológico de Heinrich Schliemann, quando descobriu esta imagem no antigo sítio em que localizara a cidade de Tróia, sendo então associada com as migrações ancestrais dos povos "proto-indo-europeus" dos Arianos, os indo-europeus. Ele fez uma conexão entre estes achados e antigos vasos germânicos, e teorizou que a suástica era um "significativo símbolo religioso de nossos remotos ancestrais", unindo os antigos germânicos às culturas gregas e védicas. O casal William Thomas e Kate Pavitt especulou que a difusão da suástica entre diversas culturas mundiais (Índia, África, América do Norte e do Sul, Ásia e Europa) apontava para uma origem comum, possivelmente da Atlântida.
Os nazistas utilizaram-se destas ideias, desde os primórdios dos movimentos chamados "völkisch", adotando a suástica como símbolo a "identidade ariana" - conceito este referendado por teóricos como Alfred Rosenberg, associando-a às raças nórdicas - grupos originários do norte europeu. A suástica sobrevive como símbolo dos grupos neonazistas ou como forma de alguns grupos de ativistas ofenderem seus adversários.

Série Suástica #1 - Introdução

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:HinduSwastika.svg
Suástica virada à direita, 
uma decorativa forma Hindu.


A suástica ou cruz gamada é um símbolo místico encontrado em muitas culturas em tempos diferentes, dos índios Hopi aos Astecas, dos Celtas aos Budistas, dos Gregos aos Hindus. Alguns autores acreditam que a suástica tem um valor especial por ser encontrada em muitas culturas sem contatos umas com as outras. Os símbolos a que chamamos suástica possuem detalhes gráficos bastante distintos. Vários desenhos de suásticas usam figuras com três linhas. A nazista tem os braços, apontando para o sentido horário, ou seja, indo para a direita e roda a figura de modo a um dos braços estar no topo. Outras chamadas suásticas não têm braços e consistem de cruzes com linhas curvas. Os símbolos Islâmicos e Malteses parecem mais hélices do que propriamente suásticas. A chamada suástica celta dificilmente se assemelha a uma. As suásticas Budistas e Hopi parecem reflexos no espelho do símbolo Nazista. Na China há um símbolo de orientação quádrupla, que segue os pontos cardeais; desde o ano 700 ela assume ali o significado de número dez mil. No Japão, a suástica (卍 manji) é usada para representar templos e santuários em mapas.

Série Suástica

Ficheiro:Flag of Nazi Germany (1933-1945).svghttp://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Flag_of_Nazi_Germany_(1933-1945).svg

Quem vê essa imagem, pensa o que?
Holocausto, Hitler, campos de concentração, O Menino de Pijama Listrado (brincadeira), etc.
Mas na verdade essa figura esteve inocente ao longo dos séculos antes da Segunda Guerra Mundial.
Esteve com Hindus, Budistas, Gregos e outros, para cerimônias religiosas.
Há muitos significados para esse símbolo, não este, que foi usado em nome do reinado de terror do tirano Adolf Hitler.
Acompanhe as postagens.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Fim da Série Criações do Mundo

MEUS ESPECTADORES, VALEU POR CONFERIR ESSA SÉRIE, LOGO VIRÁ OUTRAS!


DE
SEU
"POSTADOR"
LUIGI.                        

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A Criação do Mundo>>>>>> Curiosidades

O PRIMEIRO DIA

No século XVII, James Ussher, um bispo irlandês, calculou o dia exato da criação Cristã estudando as cronologias das famílias citadas na Bíblia. Concluiu que o Universo surgiu em 23 de outubro de 4004 a.C., um domingo. Mais tarde, John Lightfoot, contemporâneo de Ussher, calculou a hora exata: 9 da manhã.

OUTRAS CURIOSIDADES

* Cosmogonias são mitos da criação. Quase todas as culturas têm histórias a respeito da criação do mundo e da humanidade.
* A criação do mundo segundo os judeus, que também faz parte da tradição cristã, é narrada no Gênese, o primeiro livro da Bíblia. A história de Adão e Eva (também na tradição mulçumana) é contada mais tarde e parece ser um relato à parte.
* Existem recorrências nos mitos da criação. A maioria começa com a idéia de escuridão, vazio ou um mar negro e infinito. Nesse contexto ocorre o impulso criativo que coloca o mundo em movimento e introduz a ordem, muitas vezes com a separação da terra e do céu.