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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mesopotâmia> Povos da Mesopotâmia

Um venerador mesopotâmico.

ACÁDIOS
Povo da Acádia, uma cidade ao norte da Babilônia cuja localização exata jamais foi encontrada.

AMORITAS
Povo nômade do deserto. Eram aliados dos Elamitas quando saquearam Ur por volta de 2000 a.C.

ARAMEUS
Nômades do norte da Síria. Disputavam o poder com os Assírios (1100- 700 a.C.). Falavam aramaico, que se tornou a língua internacional do Oriente Médio.

ASSÍRIOS
Mesopotâmios do norte, foram uma potência importante importante na região de 2000 a 609 a.C.

BABILÔNIOS
Mesopotâmios do sudeste.

CALDEUS
Povo do extremo sul da Mesopotâmia. Conquistaram a Babilônia em 605 a.C.

ELAMITAS
Povo de Elam, no sudoeste do Irã. Conquistaram a Suméria por volta de 2000 a.C. e disputaram o poder com os Babilônios de 1800 a 1100 a.C.

HURRIANOS
Povo de pequenas cidade-estados do norte da Suméria, unificadas por volta de 1480 a 1100 a.C. no reino de Mitani.

CASSITAS
Povo da Pérsia ocidental que se fixou na Mesopotâmia oriental em c. 1800 a.C. e conquistou a Babilônia em c. 1560 a.C. Mais tarde, porém, foram derrotados pelos Assírios e em seguida pelos Elamitas.

MEDOS
Povo da Média, a sudoeste do Mar Cáspio, que conquistou as terras Assírias e Babilônias em 660 a.C.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mesopotâmia> Suméria

Estátua de Gudeia, governador de Lagash, uma das mais belas peças da escultura sumeriana e de toda a arte Mesopotâmica.

UR E OS ZIGURATES

A cidade de Ur foi fundada na margem do rio Eufrates por volta de 4000 a.C. e chegou ao apogeu na 3° dinastia (2113-2004 a.C.)
A cidade ocupava cerca de 5 km2. Um enclave sagrado continha palácios, prédios públicos e o templo Nana, o deus da lua, feito de tijolos secos ao sol. Muitos sumérios deviam viver em casas de junco.
Os sumérios inventaram o zigurate, um novo estilo do templo em forma de pirâmide escalonada que ligava o céu e a terra. Uma série de rampas levava a um santuário onde ficava o deus padroeiro da cidade.
A sudeste de Ur havia um Cemitério Real, inaugurado por volta de 2600 a.C. As escavações revelaram jóias de ouro, caixas marchetadas, armas, instrumentos musicais e jogos de tabuleiro. Algumas tumbas, como a da rainha Pu-Abi (c.2500 a.C.), reservavam uma surpresa sinistra: os esqueletos de cortesãos que acompanhavam os senhores reais no além-túmulo.
Ur foi abandonada no século IV a.C.. quando o rio Eufrates mudou de curso.

PRIMEIRO IMPERADOR

Em c.2334 a.C., Sargão I da Acádia tomou a cidade de Uruk e depois conquistou terras do Mediterrânio ao Golfo Pérsico. Passou a controlar o comércio e a produção de pedra, metal e madeira para atender a suas ricas cidades, tornando-se o primeiro soberano a construir um Império. Reinou por 55 anos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Mesopotâmia> Assíria

Um touro alado Assírio.

ESCULTURAS ASSÍRIAS

A arquitetura assíria era adornada por inúmeras esculturas. Muitos pórticos tinham touros com cabeças e asas- as cinco patas faziam-nos parecer completos de frente ou de lado. Os baixo relevos da época de Assurbanipal, um importante rei da Assíria, que lutou contra Síria, retratam suas façanhas de uma forma épica: ilustrações de campanha contra o Elam (653 a.C.) contam com inscrições que descrevem a ação. Rostos barbados aparecem de perfil; os corpos estão ligeiramente voltados para o observador.
As esculturas mostram que os assírios cultuavam muitos deuses em comum com sumérios e babilônios, como Ishtar, a deusa do amor e da guerra. O deus guerreiro Assur muitas vezes aparece emoldurado por um disco com asas.

BIBLIOTECA DE NÍNIVE

Assurbanipal criou a primeira biblioteca organizada da História. Cerca de 30 mil tábuas de argila, descobertas no século XIX, contêm textos em escrita cuneiforme, (escrita feita com auxílio de objetos em formato de cunha) sobre os mais variados assuntos, desde matemática, astronomia e astrologia até História, religião e medicina. A biblioteca é a fonte de grande parte do que sabemos sobre a Assíria.

sábado, 18 de setembro de 2010

Mesopotâmia> Babilônia

Detalhe do portão de Ishtar.

A ÉPOCA ÁUREA DA BABILÔNIA

No reinado de Nabucodonosor II, a Babilônia tornou-se a maior cidade do mundo, com 200 mil habitantes. O rei conferiu à cidade dimensões grandiosas, cercando-a com muralhas de até 26 m de espessura.
O portão de Ishtar, decorado com azulejos azuis e dedicado á deusa do amor e da guerra, era o início de uma avenida que terminava no templo de Marduk, o deus padroeiro da Babilônia. Nabucodonosor construiu um zigurate de 90 m de altura perto do templo e criou os Jardins Suspensos (uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo) para sua rainha, Amitis. Os hebreus exilados voltaram para casa com histórias sobre a opulência e a decadência da Babilônia, características associadas à cidade desde então.

TORRE DE BABEL

A torre ao lado do templo principal da Babilônia é considerada por alguns a inspiração para a Torre de Babel bíblica. O capítulo 11 do Gênese conta que a torre foi construída para se tentar alcançar o céu, mas Deus criou várias línguas para os operários não se entenderem e impediu sua conclusão.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Fim da Trilogia Demônios mortais

Fim da Série da Papalivros, obrigado pela colaboração!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Trilogia Demônios Mortais

MÉMORIAS DE UM CAÇA-ESPECTRO- Luiz Ribeiro sob o pseudônimo de L. R. Ibrahim

Realmente, eu nunca quis ser um "Caccia-Spettro", ou, na tradução livre do italiano, "Caça-Espectro", você deve estar se perguntando o que será isso, pois bem, eis o mistério:
Desde a origem do Vaticano, os Espectros, ou demônios magicamente mortos, foram caçados por agentes como eu, nós ficamos escondidos na guarda sobre a guarda legítima do Papa, imperceptíveis ao "focinho" da imprensa, ou de qualquer outro curioso, eu vou me apresentar e depois daremos continuidade ao meu relato.
Meu nome é Santiago Derèon, nasci em Portugal, mas fui criado na Inglaterra. Tenho 21 anos, ser caçador não estava no topo da minha lista de "coisas para ser", está no meu sangue, aliás, quase renunciei ao cargo, antes ocupado pelo meu pai, sr. Jacob Derèon. E agora conto ao senhor leitor uma das minhas experiências mais interessantes.
*31/01/2020. Moscou, Federação Russa. 21h 30min. Base Espectral do Vaticano*
Que frio! Eu tinha saudades da minha belíssima Londres, fria do mesmo jeito, mas aconchegante e familiar. Estava vestido com três camadas de camisa: uma blusa pólo, junto com suéter e por fim uma jaqueta muito quente, também ficava comigo os aparelhos de trabalho, revolveres, bombas e etc. Uma calça jeans e um par de botas complementavam meu visual.
Nossa base era irreconhcível, o prédio, só de fachada, era uma imobiliária, ela tinha quatro andares, o térreo e o primeiro andar eram atendimento, já no terceiro e o quarto ficava a "contabilidade", onde atuavamos nos casos espectrais, como eram chamados.
Continuando, eu estava no meu canto, esperando alguma ocorrência, enquanto conversava com meus colegas:
_ Santiago_ Disse Ray Ycé_ Naquela noite... Nossa! O Espectro me nocauteou todo, parecia box! Mas derrotei o infeliz e na manhã seguinte, me veio uma ressaca que foi como se tivesse tomado 3 tequilas!
Ray continuou com o papo-furado, até que uma ligação classificada como _URGENTE_ foi recebida no meu celular, atendi, era a voz do meu melhor amigo, Sebastian Jan, estava alarmada:
_ Alô? San?_ Meu apelido_ Olha, estou no meio de um caso agora, mas perto daqui, os meus sensores mostraram um foco gigantesco, numa cidadezinha chamada Spythmouth, se você puder dar uma olhada...! Não me pergunte porque seus sensores não perceberam, já que é última geração, não é?
_ Sebastian? Pode deixar, eu estou sem nada para fazer mesmo, não levarei reforços, pois isso atiçará eles, o serviço deve ser feito silenciosamente, mas não se preocupe, fecharei esse caso.
_ Obrigado San, até logo.
A linha ficou muda.
Saí correndo pela porta dos fundos e peguei o primeiro carro que era adaptado e rápido (um Mustang GT). Então, fui dirigindo e em menos de 3 minutos, já estava na auto-estrada. Cada vez que eu avançava, chegando na cidade, o detector no carro palpitava loucamente.
Chegando na cidade, não havia ninguém nela, como se tivessem sumido "com certeza morreram sugados pelas artimanhas dos Espectros", pensei. Ficando perto de um casarão, o detector quase estoura "é aqui", cheguei a conclusão.
Parei no casarão, assim que sai do carro, saquei a minha Vinking L-20, uma pistola COLT que, quando sua bala penetra no demônio, transforma o inimigo em pó. Quando fui empurrar, ela abriu- se sozinha, já posicionei a arma ofensivamente.
Não houve nada empolgante, primeiramente, mas fui seguindo, até que tropecei, quando olhei em volta, o aparente silêncio foi substituído por um inquietação assustadora. Atrás da porta apareceu o primeiro Espectro, vou caracterizar exatamente como eles são: Um esqueleto numa enorme capa preta, como o dementador da Série Harry Potter só que com um par de chifres negros bem lapidados e olhos flamejantes.
Depois veio o segundo, o terceiro e de repente, a sala inteira estava infestada daqueles monstros, eles me davam repulsa! Então começei a atirar, a bala penetrou-lhes os corpos. A sala logo virou uma mar de pó negro.
Mas sobrou um Espectro...
Minha arma estava sem bala...
Não dava tempo de recarregar.
Corri e entrei no primeiro quarto que aparentemente estava sem Espectros, imediatamente recarreguei a arma e sem demoras matei o último Espectro, mas voltando para o quarto, examinei o lugar, era o quarto de alguém, pois apresentava todos as características de um.
De repente, o guarda-roupa tremeu, eu me intriguei, então posicionei a arma e fui para o lado esquerdo do guarda-roupa, abri a porta, de lá saiu um homem todo atado, corri para desamarrá-lo, e após o feito, tentei falar com ele, que era-me estranhamente familiar:
_ Quem é você?
_ Meu nome é Gabriel Ornè.
"Espere", pensei. Contemplei aquela pessoa, estava olhando para um homem de trinta e poucos anos, com feições leves e olhos negros. Estava vestido com um tênis vermelho, calça branca e um suéter negro.
_ Você não é "O" Gabriel Ornè, aquele famoso caçador de Espectros, é?
Ele pareceu irritar-se um pouco, mas concordou.
_ Sou sim. Qual é o seu nome?
_ Santiago Derèon, como veio parar aqui?
_ Vim resolver esse caso, mas os monstros me prenderam e simplesmente nenhum departamento Anti- Espectro se lembrou de mim.
_ Que droga! Agora voltando ao assunto, temos que arrumar um jeito de sair daqui com vida e matar os Espectros, vai me ajudar?
Ele deu um suspiro.
_ Se eu fosse um covarde, já estaria correndo para me salvar, eu não sou assim, então vou lhe ajudar e depois acertarei as contas como Vaticano.
_ Certo. Agora vamos sair desse quarto, mas vamos revistá-lo corretamente, temos que ver o que há nele.
Fuçamos o lugar, não achamos nada.
Era hora de ver a casa por completo. Gabriel saiu primeiro procurando evidências de Espectros, depois de três minutos, ele gritou:
_ Tudo limpo, pode sair!
Eu fiz, receoso, mas ele tinha verificado direito. Agora, só restava procurar alguma informação útil. Viramos os outros quartos, a cozinha e a sala de estar, só faltava o escritório.
Entrei lá de fininho, como se lá estivesse acontecendo uma reunião importante, mas como sempre, estava me precavendo.
Não havia nenhum daqueles Espectros e por isso andei mais livremente, encontrei vários recortes de jornais com artigos de pessoas desaparecidas em Spythmouth e no lugar que elas desapareceram, só havia dois globos oculares manchados de vermelho, "como eles se alimentam", Pensei, achei uma folha num envelope, quando fui abri-lo...
_ Droga!_ Urrou Gabriel lá fora.
Quando cheguei, meu queixo caiu, tudo pelo que conseguia ver ao meu redor se resumia em Espectros. Gabriel ficou paralisado.
_ Isto é uma..._ Não consegui terminar_ T- tenho uma bazuca no meu carro.
Tudo o que consegui dizer.
Fui correndo à mala do Mustang, enquanto meu parceiro atirava loucamente. Peguei uma Bazuca Vinking X-30 e entrei no carro, Gabriel foi para o Mustang logo depois. Ele entrou no banco do motorista.
_ Minhas balas não vão durar para a sempre_ Gritou ele.
Assenti.
Apoiei a bazuca na janela do carro e disparei. Bem, o disparo da Vinking é uma bola do tamanho da de basquete, que se divide em milhões de balas como a da minha COLT. Elas acertaram todos os monstros incrivelmente. Depois houve um clarão e um Espectro gigante apareceu.
O carro parou bruscamente e eu fiquei de queixo caído. Gabriel apontou sua arma para mim, obrigando-me a ficar com as mãos na cabeça. Ele sorriu.
_ Tolo_ Foi o que disse_ Acha mesmo que eu fiquei todo aquele tempo naquele maldito armário empoeirado? Não... Eu me aliei a eles, pagam melhor, apesar de nem saberem o que é dinheiro!
Rindo, ele me fez sair do carro, com a arma nas minhas costas, depois jogou-me no chão e disse:
_ Santiago... Você não vai acreditar como fiquei poderoso agora que ganhei poderes de Espectro e...
_ O que? Você consumiu a substância espiritual dele?!
_ Pois é...
_ Você me enoja!
_ Que posso fazer? Bem, continuando, esse Espectro gigante aí na sua frente, é o Imperador dessa colméia, ele é como uma Rainha_ Ele baixou a voz em tom de graça_ Mais puxando para Zangão, não é?
O Imperador começou a emitir sons tenebrosos, eu me encolhi todo e Gabriel, aquele traidor, traduziu:
_ "Sou o Imperador dessa colméia e sou muito justo, então, tem a chance de lutar comigo para salvar a cidade, até a morte, se por acaso vencer, eu e todos os Espectros aqui existentes morrerão, e o que diz?"
Fitei eles com ar de desafio até dizer:
_ Aceito.
O Espectro voltou a emitir os sons, que Gabriel traduziu:
_ "Usará só uma Espada e que vença o melhor!"
Fui a mala do carro pegar a minha espada misturada à fumaça radioativa Anti-Espectros e secretamente, duas granadas A-E, pois sabia que ele na jogaria limpo.
A luta começou com um tilintar de espadas, um queria cortar o outro, até que eu dei um mortal de 180° para trás e joguei a minha espada em linha reta, ele desviou com sua espada e emitiu mais sons estranhos que se transformaram em raios avermelhados. Num acesso de adrenalina, pulei para uma caçamba de lixo, mas o fogo ainda queimou a sola de minha bota. "Sabia", pensei, então fundi as duas granadas com uma faca secreta que guardo sempre comigo.
Apoiei-me na caçamba de lixo e com mais força saltei, com mais força ainda joguei as granadas na faca ativadas contra a cabeça dele.
Isso! Consegui! Mas... Não! Bem, a parte boa é que eu venci mas a explosão fatal dele também me atingiu, senti hematomas se formando e minhas roupas rasgando. A última coisa que lembro foi Gabriel assumindo a forma de fumaça negra e voando, em tom de fuga, depois... Escuridão!
***********************************************************************************
Passos... Rostos... Onde estou? Eu olhei ao redor, estava no hospital, meu corpo coberto de hematomas, tudo bem, eu vi Sebastian, não adianta se zangar, quando estiver melhor irei a Spythmouth, procurarei Gabriel, lerei o que seja que estiver escrito naquela folha daquela casa. Mas isso é a para outra hora, quando estiver melhor, farei tudo, agora vou descansar, para que se zangar...?

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Trilogia Demônios Mortais

DEMÔNIOS NA ESCOLA- Luiz Ribeiro sob o pseudônimo de L. R. Ibrahim.

Colégio Angola, 00 h 30 min

"O que será que há ai?" Pensou Ibrahim, Charlotte estava atrás dele, protegida contra o que se debatia loucamente em contato com a porta. Ibrahim era bonito para uns, feios para outros, tinha olhos castanhos, cabelos louros, feições normais, vestia uma calça leve, uma camisa preta de manga curta, Charlotte trajava uma calça de malha colada ao corpo e uma camiseta laranja, estavam os dois carregando mochilas com coisas do tipo espionagem, como lanterna, barras de metal, spray de pimenta e etc.
Ibrahim pensou de novo o que lhe trouxera para aquela situação:
Diversas vezes pedira a mãe para matricula-lo lá, por sua paixão pela África, já que seu pai era do Egito, mas assim que chegou ao primeiro dia de aula, ouviu de alunos veteranos que o colégio era assombrado, acidentalmente a professora ouviu e ficou desnecessariamente nervosa, a principio não acreditou, mas as provas discordaram dele, uma vez a professora começou a se debater loucamente pronunciando línguas aparentemente mortas, decidira investigar, e chamara Charlotte sua melhor amiga até então, para ajuda-lo.
Agora estava determinado a descobrir os mistérios daquele lugar desgraçado.
De repente, a porta parou de bater, o que havia lá aquietou-se e a porta se abriu relutante. Ibrahim esticou o pescoço e viu uma menina, ela estava com um vestido branco manchado de sangue, já não via seu rosto pois o cabelo cobria tudo devido ao tempo.
Ela correu para cima dele, pedindo socorro, depois, automaticamente, foi correndo para a saída da escola gritando:
_Eles estão vindo! Demônios! Socorro!
Ibrahim, tremendo, entrou de fininho, com Charlotte, atrás dele, toda tremendo. Lá era uma sala de instrumentos , de gaitas a arpas. O lugar era sinistro, eles seguiram caminhando. De repente Charlotte soltou um grito
_Demônio!!
O que se podia dizer de demônio? Mas ela estava certa, corpo vermelho, olhos flamejantes, chifres pontiagudos, boca e dentes enormes, e pés de cabra, era a classe de demônios mais inferior, um Duiwel, visto nas aulas de catecismo da Idade Média.
O Duiwel caminhou até eles, ficaram plantados lá, não sabendo o porque.
_Feche os olhos e tudo ficará bem_ disse ele_ Protegerei você.
Ele colocou-a atrás dele, então eles fecharam os esperando a Morte que plantava-se ao lado do demônio.
Tum,tum,tum,tum... A batida do coração desesperado reinava sobre eles. E ai, um baque, alguma coisa caíra, será que foram eles? Já estavam mortos? Experimentaram abrir os olhos, de fato estavam caídos, um agarrado ao outro, uma companhia que iria ser eterna, mas nenhum arranhão, o demônio, estava no mesmo estado que eles, alguma coisa em cima dele o agredia, o que quer que fosse (parecia um homem), pegou um punhal e desferiu o golpe mortal sobre o demônio, na jugular. Ele deixou o demônio que jazia morto e caminhou para Ibrahim e Charlotte. Ibrahim deixou escapar:
_Um Anjo!_ Sim, era um Anjo, rosto belo e sereno, olhos azuis, asas cinzentas, uma armadura negra com um símbolo da cruz e por baixo, uma túnica branca.
_Certo_Disse o Anjo_Meu nome é Vehuel, sou um Anjo Guerreiro e Anjo da Guarda.
_Uau_ Disseram Ibrahim e Charlotte em uníssono.
_Agora temos que matar aquele Mago Negro Demônio! Eu não gosto de matar, mas é necessário.
_Matar quem?
Ibrahim, Charlotte e Vehuel andavam para a tumba do Mago-Negro, enquanto o Anjo contava sua história.
_Ele não foi sempre do mal, seu nome foi Constantino, já foi Juiz- Mago do país Submerso, mas ele se engraçou com uma feitiçeira- demônio, elas são muito bonitas. Ela se chamava Isaela, que o iniciou na magia Flor Negra, comum entre os demônios, já sendo Mago negro- Sacerdote, num ataque de loucura matou Isaela e essa loucura transformou-se num transtorno e ele saiu matando, com tanto sangue na alma, transformou-se em Demônio do Raio, um dos piores. Colocado aqui, seu mal assombra o colégio até hoje. Chegamos.
Ibrahim olhou estupefato o que havia percorrido, à sua frente, Vehuel estava abrindo uma porta de marfim bruto com uma chave esquisita vermelha, com o emblema de um bode atravessado com um raio.
Ibrahim e Charlotte viram Vehuel entrar pela porta já aberta. O que quer que havia lá dentro, era de fazer tremer até o mais forte dos Hércules. Então o Anjo voltou dando sinal para entrarem. Lá era um salão do tamnho de um mini campo de futebol, e do outro lado via-se um caixão bem lacrado, com a suástica de Hitler. E guardando o caixão, dois Cérberos, de aproximadamente dez metros. Vehuel suspirou e voltou-se para os garotos:
_Realmente preferia que vocês não viessem comigo, mas vai ser impossível_ Eles concordaram_ Mas eu vou dar a vocês dois colares de marfim, que lhe consentirão os poderes de um Titã, temporariamente, é claro.
Ibrahim a pôs e sentiu um poder inexplicável vindo de suas mãos, Charlotte igualmente. Eles se voltaram para os Cérberos e praticamente voaram para cima deles, Ibrahim foi lutar com um, e os outros dois com outro, o garoto montou no monstro, nocauteando-o com punhos de aço, até que...
_ Mort-Kavs!
A mão dele assumiu o tom de roxo puxando para prata, que se movia, com isso colocou sua mão brilhante em seu cocuruto, e com isso, a fera caiu morta.
"Ótimo, só falta um" ela o abateu ligeiramente, junto com Vehuel.
De repente, uma coisa incrível aconteceu, a Energia, a Vida dos Cérberos, foi diretamente para o caixão, que se abriu lentamente, revelando uma forma negra, fria e ecapuzada, sua cabeça era de falcão, com a tatuagem branca de um raio atravessava o olho esquerdo. Sua voz foi de encontro aos três indivíduos como um presságio de morte, dura e letal:
_Desde a segunda guerra mundial não me acordam, quem ousa?
_Um Anjo e dois guerreiros.
_Eu conheço essa voz, Anjo... Vehuel! O que você faz aqui? Uma vez discuti com você na corte mágica_Ele deu uma risada tenebrosa_ Por acaso veio matar-me?
_Pois é... Morrerá agora!
_Então Sjena e Varjo, venham das sombras!
Dois espectros saíram do chão, o da esquerda Sjaena, tinha cabeça de leão, e a roupa cobria tudo, menos a cabeça, Varjo a mesma coisa, só que com cabeça de touro. Os dois tinham a tatuagem branca. O Demônio do Raio levantou-se.
_Morra!!
Ibrahim suspirou, depois disse:
_Antes de mais nada, gostaria de lhe dizer que te amo, Charlotte, pois não quero morrer sem falar isso.
Com essas palavras seus lábios foram de encontro aos dela, foi uma sincronia perfeita, sem delongas, Charlotte vinha alimentando a mesma paixão por ele, e então se postaram a frente dos inimigos.
Eles já iam avançar quando Vehuel ergueu o braço a frente deles:
_É muito perigoso, vocês vão embora agora.
_Mas...
_Não!
Enfim, eles foram para a saída, os capangas do Demônio do Raio nem tentaram pegá-los, então Vehuel executou o feitiço mais poderoso de sua doutrina, a Rosa de Sangue, junto com a Energia de Deus
Assim, Ibrahim e Charlotte saíram da enorme sala, e quando atravessaram a saída dela, o colégio Angola desmoronou, eles trocaram um beijo apaixonado e tiveram certeza que Vehuel seria bem recebido entre seus irmãos.
É claro que eles tiveram que mudar de colégio, mas sempre ficaram juntos, a menina de vestido branco nunca foi encontrada.

Próximo conto: "Memórias de um Caça-Espectro".